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Finalmente começa a preparação do handebol brasileiro

  • quinta-feira, 16 de junho de 2011
  • por
  • Kiko Andrade
  • Etapas de treinamento, jogos amistosos e muitas competições. Esse é o quadro do handebol do Brasil para o segundo semestre de 2011. De direito, essa preparação já acontece há algum tempo, mas de fato é nessa semana que começa pra valer. A seleção masculina enfrentará a seleção da Dinamarca em três amistosos e a seleção feminina jogará contra a Suécia na próxima semana. As equipes que virão devem estar completas, a menos em algum caso de lesão. Ponto grande, grandíssimo para a CBHb.

    A seleção feminina conta com quinze atletas que jogam na Europa e sete que jogam no Brasil. É uma equipe forte, experiente, vencedora, mas que desde 2008 não se reúne completa para uma etapa de treinamento. O objetivo principal, claro, é o mundial que será realizado em São Paulo em Dezembro. O Pan-Americano da modalidade e os Jogos Pan-Americanos de Guadalajara serão meras etapas de treinamento de luxo já que a equipe é franca favorita ao título nessas duas competições. Com todo respeito à seleção de Cuba e Argentina, mas no feminino, só uma tragédia tiraria esses dois títulos das mãos das meninas.

    Lance do jogo Brasil x Suécia no último campeonato mundial realizado na China em 2009

    Os amistosos contra a seleção sueca serão muito importantes, pois a Suécia é a atual vice-campeã européia e venceu o Brasil nos Jogos Olímpicos em 2008. Acostumadas com o estilo de jogo dos europeus, as meninas do Brasil não podem mais reclamar de falta de experiência ou jogos internacionais: a maioria delas joga em grandes times e disputam as melhores competições do handebol mundial pelos seus clubes.

    Seleção Masculina tem primeiro teste de fogo contra a Dinamarca

    Após três vitórias fáceis contra a inexpressiva seleção da Grã-Bretanha, a seleção masculina tem agora o seu primeiro teste real para os Jogos de Guadalajara em Outubro. Os jogos serão realizados na cidade de Santos e, repetindo a Argentina que enfrentou a França na semana passada, o Brasil trás uma das maiores forças do handebol mundial. Após esses três jogos poderemos avaliar como, realmente, se encontra a seleção para o confronto contra a Argentina em Outubro.

    A seleção masculina ainda vai excursionar pela Europa antes de ir para o México defender o título e conseguir a vaga para Londres contra os hermanos. Nossa preparação, de verdade, começa agora e eu torço muito para que o time mostre um handebol forte, tático e que não sinta o peso de jogar contra uma seleção de um nível tão alto quanto a seleção da Dinamarca. Torço também para que o time não sinta a perda de Bruno Souza, cortado por uma grave contusão no joelho que fará com que ele não jogue mais esse ano.

    É claro, preciso parabenizar a CBHb por trazer esses amistosos preparatórios para as nossas seleções. Seria ótimo se isso fosse com uma maior freqüência e que esses jogos não se limitassem apenas aos jogos. A seleção dinamarquesa vai ficar, pelo menos, cinco dias no Brasil. Seria muito interessante se o técnico deles pudesse dar um curso para os nossos técnicos, pudesse transferir um pouco o conhecimento deles para os nossos aqui. Enfim, fica a dica!

    Mikkel Jansen da Dinamarca enfrentará o Brasil em três amistosos

    E se você mora em São Paulo não deixe de comparecer e torcer pela nossa seleção. Serão bons jogos e não é sempre, ou é quase nunca, que uma seleção de altíssimo nível e completa vem jogar no Brasil. Os jogos serão dia 17 às 19:30, 19 às 11:30 e 21 às 20:00 em Santos.
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    Brasil ensina handebol para a Grã-Bretanha enquanto a Argentina treina para o PAN contra a França

  • quarta-feira, 8 de junho de 2011
  • por
  • Kiko Andrade
  • Os Jogos Pan-Americanos vão acontecer em outubro na cidade mexicana de Guadalajara. No handebol, tanto masculino quanto no feminino, apenas o campeão terá vaga garantida para os Jogos Olímpicos de Londres ano que vem. As duas principais forças do handebol masculino nas Américas, Brasil e Argentina, estão em fase de preparação para a competição com a realização de amistosos.

    Os amistosos da equipe masculina foram contra a inexpressiva, desconhecida e recém-formada equipe de handebol da Grã-Bretanha. Tão desconhecida que nem os próprios jogadores brasileiros desconheciam a seleção européia. Até hoje, 08 de Junho, dois jogos e é claro, duas vitórias fáceis.

    E a Argentina?

    Bom, a Argentina foi à Espanha e fez dois amistosos: um contra uma equipe da liga Asobal e outro contra a seleção espanhola. Ganhou do clube e perdeu da seleção.

    E fica por aí, certo? Errado!

    A Confederação Argentina de Handebol conseguiu a façanha de trazer a seleção francesa campeã do mundo, campeã olímpica, campeã européia para jogar, COMPLETA, contra a Argentina, NA ARGENTINA! Dois amistosos com a seleção principal da França: Karabatic, Narcisse, Omeyer, Accambray, Fernandez!

    Poster de divulgação dos amistosos da Argentina contra a França

    Enquanto o Brasil treina para o Pan contra ninguém, a Argentina joga contra a Espanha e trás a França da França até a Argentina para fazer dois amistosos. Ginásio lotado, torcida vibrando e torcendo até pela França, patrocinadores, tudo! Um show de bola!

    Eu não estou sendo duro, até mesmo os próprios jogadores da seleção brasileira sabem que estão jogando contra um adversário que não irá somar nada ou quase nada à preparação. E se alguém foi argumentar que a preparação do Brasil está no começo, a emenda fica pior do que o soneto, pois a Argentina já está beeeem adiantada em relação a nós.

    Lance do amistoso da seleção brasileira contra a seleção britanica

    E fica a pergunta: Já que a França está ali ao lado e a Grã-Bretanha está no Brasil, por que não fazer um torneio entre as quatro seleções, tipo um quadrangular? Pode ser lá na Argentina mesmo ou até mesmo no Brasil! Ou, já que o time francês está no continente, por que não convidar eles para um amistoso no Brasil? Por que não convida o técnico da seleção francesa pra dar um curso para os nossos treinadores?

    O homem dos SETE disse que quer que o Brasil seja a maior potência do handebol das Américas, mas assim? Acho que a Argentina já nos deixou lá atrás. Mas eu digo isso, leitores, com uma dor no peito. Não pensem que eu fico feliz em escrever isso, mas a realidade é essa...
    A Argentina já ganhou da Suécia no último mundial, endurece contra as seleções européias e treina contra a França em casa! Como eu já disse há muito tempo atrás, o Brasil só ganha a vaga para Londres se cada um do time jogar o jogo mais perfeito de suas vidas! Sem nenhum erro, sem nenhum vacilo e sem lembrar da preparação que teve.
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    A premiação da Liga Nacional de Handebol me faz lembrar do meu tempo de mirim

  • terça-feira, 7 de junho de 2011
  • por
  • Kiko Andrade
  • Era 1996 em Petrolina-PE. Não me recordo do mês, mas sei que a disputa era muito grande! Colégio Diocesano Dom Bosco contra a Escola Marechal Antonio Alves Filho, o EMAF. Treinávamos o ano inteiro sempre dividindo as aulas com o esporte. Eram treinos físicos, técnicos, táticos e os babas do Sábado pela manhã. Babas é o “bater uma bolinha”, pra nós pernambucanos. Todo esse ano, para nós mirins, se resumia a, no máximo, três jogos. Os Jogos Escolares de Petrolina, na categoria mirim, quase sempre só contavam com o Dom Bosco e o EMAF, então, o vencedor era decidido numa melhor de três partidas. E o prêmio? Um troféu e uma medalha de honra ao mérito!

    A medalha que eu ganhei quando era mirim. A da Liga Nacional é um pouco mais bonita.

    Esse final de semana começou mais uma edição da Liga Nacional de Handebol. É o maior campeonato de handebol no Brasil. É aquele que deve mostrar a evolução e a qualidade do handebol brasileiro através das equipes que disputam a competição. É, ou ao menos, deveria ser...

    Contando com apenas sete equipes tanto no naipe masculino quanto no feminino, a Liga Nacional não conta com um patrocinador oficial, não conta com a cobertura dos maiores veículos de mídia e, pasmem, não conta com premiação! Segundo o regulamento oficial da competição, no Parágrafo 1°, do Artigo 1° da Seção II que rege os assuntos relativos às premiações: “Serão premiados com Troféus e Medalhas o Campeão o Vice Campeão e o 3º Colocado da Liga Nacional Masculina 2011.

    Então quer dizer que são gastos milhares de reais para montar uma equipe, pagar as taxas, pagar as passagens aéreas, ser campeã e só receber como prêmio uma medalha e um troféu? Tirando as tradicionais equipes do handebol qual outro time, qual outra cidade, qual outro patrocinador vai querer investir uma grana preta para disputar uma competição em que a premiação é um troféu e uma medalha? Não estou questionando o mérito histórico e a honra de vencer uma Liga Nacional, mas sejamos francos, isso é uma desvalorização do time que foi melhor e venceu a competição.

    Ou seja, eu fui campeão mirim e tenho minha medalhinha de honra ao mérito do mesmo jeito que o Pinheiros ou a Metodista vão ter se vencerem a Liga Nacional 2011! Um campeonato não se compara a outro: eu nunca vou ter a honra de vencer a Liga Nacional, mas tenho toda a honra de ter a minha medalhinha. Entretanto, para a Liga como um evento profissional e que mostra o handebol do Brasil, é lamentável!


    E fica mais lamentável ainda quando comparamos com a Liga Futsal, a NBB e a Super Liga de Vôlei. Aí percebemos o quanto o handebol está atrasado em relação aos outros esportes. Será que faltam parceiros interessados? Será que ninguém quer investir em um esporte dinâmico e muito bonito de se assistir? Será que a CBHb não tem, sei lá, 10 ou 15 mil reais para premiar o campeão?

    Esporte Clube Pinheiros é o atual campeão da Liga Nacional.

    Eu só espero que quando for acontecer a premiação e as medalhinhas de honra ao mérito forem entregues, não aconteça como aconteceu no Panamericano de clubes, organizado pela CBHb, quando não teve medalha para o terceiro colocado. Aliás, teve sim! A “organização” teve que se virar nos 30 e conseguiu arrumar algumas medalhas: de uma competição de natação...
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    Ok, vocês venceram! três meses depois, o Mil Por Cento está de volta

  • sábado, 4 de junho de 2011
  • por
  • Kiko Andrade

  • O meu último post foi há três meses. No dia 6 de março eu comentei sobre um vídeo de uma repórter de uma afiliada do SBT comentando sobre o carnaval. Desde lá muita coisa aconteceu...

    A repórter virou apresentadora do mais importante telejornal do SBT.
    Aconteceu a tragédia em Realengo.
    O Palocci se meteu em mais outra encrenca.
    A rainha Elizabeth II visitou a Irlanda...

    O Brasil perdeu para a Argentina no Sul Americano Juvenil masculino e no Pan Júnior, também masculino.
    E a sede do Mundial Feminino de Handebol mudou de Santa Catarina para São Paulo.

    Em três meses, apenas três meses, o handebol brasileiro viu comprovada a hegemonia argentina no handebol do continente e passou por uma vergonha mundial ao se ver forçado a trocar de sede para não perder o Mundial 2011.

    A Liga Nacional começou! São sete equipes masculinas e femininas. Quantas do nordeste, do centro-oeste e do norte?

    Aos que pediram para que o Mil Por Cento voltasse, aqui está a sua resposta. Ele vai voltar e vai continuar com o seu estilo de questionar, apresentar, sugerir e ouvir os que gostam de esporte e, principalmente, do handebol. Aos que acham que o blog é vazio, pois só apresenta o lado negativo das coisas (mesmo esse lado sendo a realidade nua e crua), basta não ler. Existem ótimos sites sobre handebol como o Portal do Handebol e o Mundo do Handebol. À Confederação Brasileira de Handebol? Eu conto até sete: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7!
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    As verdades sobre o Carnaval ditas de forma clara e direta

  • domingo, 6 de março de 2011
  • por
  • Kiko Andrade
  • A jornalista Rachel Sheherazade, da TV Tambaú/PB, afiliada do SBT, fez um comentário muito bom sobre o Carnaval, veja e reflita! Não tenho nada contra a festa, mas as verdade precisam ser ditas, ouvidas e pensadas.





    E nesse vídeo, Rachel comenta sobre a repercussão do seu comentário. Muito bom também...



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    Encerrando o assunto "Assembléia da CBHb" com algumas perguntas que não tiveram respostas

  • sexta-feira, 4 de março de 2011
  • por
  • Kiko Andrade
  • A Assembléia Geral Ordinária da CBHb acabou sem nenhuma, ou pouquíssima, ação verdadeiramente prática. Muito blá blá blá, passeios turísticos, e desperdício de dinheiro que o handebol não tem. Muitas perguntas de suma importância sobre muitos aspectos ficaram em aberto. Repito as minhas perguntas que já fiz neste post e adiciono algumas perguntas feitas por um leitor anônimo. Por favor, CBHb, você poderia respondê-las? Ou ao menos algumas?


    • Já que foram compradas 40 passagens aéreas, todos os presidentes compareceram? Se não, quem pagou pelo cancelamento do bilhete?
    • O que de importante esses representantes de federações levarão para seus estados? Propostas para alavancar o handebol, modelos de projetos de parceria público/privada ou qualquer tipo de projeto que visa descobrir novos talentos para 2016?
    • O que estes dirigentes fazem nestes 2 dias de Assembléia? Eles buscaram respostas, questionam, apresentam projetos?
    • Alguém apresentou alguma proposta sólida ou ao menos digna de nota?
    • Alguém perguntou porque a CBHb parou de enviar a ajuda de custo para as Federações? Alguém solicitou ajuda para seu estado?
    • Alguém perguntou "E agora, presidente, se o handebol já estava difícil com o patrocínio da Petrobrás, como ficaremos sem patrocínio algum?"
    • Quem pagou as 80 passagens e quanto foi o custo total do evento?
    • Sobre o mundial, quando serão apresentados o planejamento estratégico do evento, o site oficial, as cidades sedes e o local da abertura e do encerramento, além dos locais de treino para as 24 seleções que vão participar do mundial?
    • Sobre o mundial, quanto vai custar o evento?
    • Ainda sobre o mundial, já que as entradas não vão ser cobradas, quem vai pagar a conta? Serão os patrocinadores ou serão somente verbas públicas?
    • Sobre os relatórios financeiros da CBHb, onde eles são disponibilizados para eu dar uma olhadinha neles? Sobre os estatutos da CBHb quando que será instituída uma cláusula que impede reeleição até o final da vida?
    • Sobre a Liga Nacional, por que aos invés dos senhores discutirem calendário, não discutem coisas mais importantes como, por exemplo, a expansão da liga para o Centro-Oeste, Norte e Nordeste?
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    Como a imprensa catarinense está cobrindo os preparativos para o Mundial Feminino de Handebol

  • quinta-feira, 3 de março de 2011
  • por
  • Kiko Andrade
  • E para vocês não falarem que eu estou sendo chato e turrão, olha o que fala dois jornais de Santa Catarina sobre o Campeonato Mundial Feminino de Handebol. Primeiro, matéria publicada na edição on-line do A Notícia, escrita pelo jornalista Emerson Gonçalves. Os negritos são meus

    Mais perto de receber a final
    Arena está cotada para ser uma das sedes da disputa que começa em dezembro

    A cidade de Jaraguá do Sul está mais perto de ser sede da finalíssima do Campeonato Mundial de Handebol Feminino que ocorre em dezembro no Brasil. Para virar cidade-anfitriã, a Arena Jaraguá precisa ser aprovada nas inspeções da Federação Internacional de Handebol. A primeira vistoria deve ocorrer entre 25 e 28 deste mês; a segunda será em junho. No dia dia 2 de julho, será o sorteio de grupos do campeonato. A atual campeã mundial é a Rússia, título conquistado em 2009, na China.

    Arena de Jaraguá do Sul - SC. Provavel local da final do Mundial Feminino de Handebol que acontecerá em Dezembro

    Segundo a FME, um piso removível deve ser instalado na Arena Jaraguá para os jogos. A estrutura deve ser cedida pela Confederação Brasileira de Handebol.

    Por causa da provável escolha de Jaraguá do Sul, o presidente da Fundação Municipal de Esportes (FME), Márcio Feltrin e o diretor de rendimento da entidade, Ildemar Tomasi, o Sarandi, viajaram ontem para Florianópolis, onde iriam acertar detalhes sobre a competição. A reunião foi na sede da Fundação Catarinense de Esportes (Fesporte).

    O Ministério do Esporte já havia assegurado, na segunda-feira passada, o apoio financeiro à realização, em Santa Catarina e no Paraná, do Campeonato Mundial de Handebol Feminino. A garantia foi dada ao presidente da Fesporte, Adalir Pecos Borsatti, pelo diretor da Secretaria Nacional de Esporte de Alto Rendimento, Marco Aurélio Klein.

    O Mundial será transmitido para mais de cem países e não haverá cobrança de ingresso para assistir às disputas nos ginásios. As 24 seleções serão divididas em quatro chaves, uma no Paraná e três em Santa Catarina. Na fase inicial, a Seleção Brasileira vai jogar no Estado vizinho. Depois, passará a atuar em Santa Catarina. A expectativa é de que a equipe verde-amarela fique entre as quatro melhores da competição.

    O jogo de abertura será no Paraná, provavelmente em Curitiba, entre Brasil e uma seleção ainda a ser sorteada. A final do campeonato está prevista para Jaraguá do Sul, que hoje tem a Arena com maior capacidade no Estado – oito mil lugares.

    Pois é, vocês perceberam o tanto de condicionais que há na matéria? Não há uma afirmativa. O jornalista sempre usou: provavelmente, está prevista, está mais perto de ser. Não há nada de concreto ainda. E temos somente mais 8 meses para o Mundial.

    Agora, nota publicada na coluna de Roberto Alves no jornal Diário Catarinense

    Pois sim...
    O ministro do Esporte mandou representante para receber os dirigentes esportivos de Paraná e Santa Catarina que foram tentar recursos para o Mundial de handebol feminino. Marco Aurélio Klein, diretor da Secretaria Nacional de Esportes de Alto Rendimento, disse que o ministério vai designar um técnico para acompanhar todo o projeto do campeonato.
    Enganação
    Sempre me disseram que, no governo, quando alguém quer escapar de uma mordida financeira, designa alguém para acompanhar o projeto ou cria um grupo de trabalho, onde a briga começa pelo nome que vai presidir a comissão. Geralmente dá em nada. Tomara que eu esteja errado.

    Eu também espero muito que você esteja errado, Roberto, espero muito!

    Dica do Leitor Flávio Moreira
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    A Assembléia anual da CBHb mostrou como o handebol brasileiro é atrasado

    Para os que não conseguem ver além de um metro na frente dos olhos, a Assembléia Geral Ordinária da CBHb foi um grande sucesso. Palestras sobre marketing esportivo, sobre o Mundial 2011, sobre cursos para técnicos e acampamentos para os jovens. Tudo lindo, certo? Errado!

    A CBHb não conseguiu definir um programa de cursos de capacitação para técnicos e já faz mais de 5 anos que os técnicos estrangeiros começaram a desembarcar por aqui. Do que adianta trazer um técnico espanhol para comandar a seleção se não há uma transferência de conhecimento para os técnicos daqui do Brasil. E como novos técnicos serão formados se não há cursos de formação de treinadores com a chancela da Confederação Brasileira de Handebol?

    Morten Soubak (E) e Juan Cuesta (D) são técnicos das seleções há quase três anos

    Marketing? Valorização de marca? Fazer o esporte de alto nível se tornar um produto? Nossa, como ninguém nunca pensou nisso antes. Essa idéia é tão nova que só foi desenvolvida neste ano, nesta Assembléia da CBHb, não é? Fabiano Redondo, se eu fosse você, eu pediria demissão do cargo de diretor de marketing da CBHb. A própria confederação confia e acredita tanto no seu trabalho que contratou o Rinaldo Feitosa, que era do vôlei, para tentar alavancar a marca do handebol como produto.

    Agora olha como é interessante: A CBHb paga o Fabiano Redondo para ser diretor de marketing, mas paga uma agência de comunicação para fazer a cobertura das notícias do handebol e a divulgação de informações sobre a modalidade. E, além disso, vai pagar também ao Rinaldo para fazer parte da equipe de marketing da Confederação! Muito dinheiro para o marketing e pouco para a ação. Sem contar o grandíssimo marketing que é gerado com o maravilhoso site da confederação. É simplesmente lamentável! Mundial Feminino 2011? Preciso falar mais alguma coisa? Só me respondam o seguinte: Qual vai ser o local da abertura e da final do mundial? Mas me falem com certeza, 1000% de certa! Qual?
    O handebol brasileiro está atrasado! Anos atrasado! E não me venham com essa de que é uma cultura do esporte brasileiro, que o handebol não tinha dinheiro, que ninguém quer patrocinar o handebol. Isso tudo é balela! Leiam um trecho da nota divulgada pela Photo&Grafia sobre a Assembléia:
    O presidente da CBHb, Manoel Luiz Oliveira, comentou a importância da Assembléia. “Essa reunião anual de representantes do handebol é uma oportunidade ímpar para todos nós. Conseguimos mais uma vez debater as estratégias e projetos, pensando sempre no futuro da nossa modalidade”, declarou.
    Ler isso me dá raiva, muita raiva! Como que um cara que está sentado naquela maldita cadeira de presidente da confederação há SETE mandatos vem falar de futuro?

    QUANDO SERÁ O FUTURO DO HANDEBOL BRASILEIRO?

    Quando, Senhor Manoel Luiz Oliveira? Quando? Mais uma vez vocês discutiram projetos e estratégias, mas QUANDO vocês vão resolver para de falar bobagens e jogar para os que não conseguem ter senso crítico e vão começar a AGIR verdadeiramente? QUANDO?
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    Alexandre Folhas - Atual Vice Presidente da Federação envia mensagem à Comunidade do Handebol

  • quarta-feira, 2 de março de 2011
  • por
  • Kiko Andrade
  • Transcrevo aqui carta aberta de Alexandre Folhas, ex-jogador de handebol, atleta olímpico e atual 2° presidente do novo comando da Federação Paulista de Handebol. É um ótimo texto que todos deveriam ler e refletir sobre os pontos que Folhas levanta. O original pode ser lido no grupo #UnidosPeloEsporte, no Facebook.

    Alexandre Folhas

    ..:: Dia da Posse na Federação Paulista de Handebol ..::

    Venho aqui somar minha esperança a esperança de todos neste dia que iniciamos os trabalhos.

    Permitam que antes do 2º Vice Presidente aqui fale o Ex atleta que por 25 anos consecutivos dedicou sua vida ao Handebol, especialmente o Handebol Paulista. Pertenço a uma geração que cresceu com o sentimento de que “Agora vai dar certo”, dentro das quadras passei por inúmeros momentos felizes, pois o Handebol sempre foi minha grande Paixão.

    Sem arrogância, mas com absoluta convicção, eu digo: o Handebol de São Paulo vai dar certo!

    Não por minha causa, mas por causa de todos nós. Não só por causa dos nossos sonhos e pela nossa imensa vontade de ver o Handebol dar certo, mas porque o momento amadureceu e o Esporte no Brasil tem tudo para dar certo. Hoje não há especialista sério que preveja para o Esporte no Brasil outra coisa que um longo período de crescimento. As Leis nos favorecem, as grandes competições que serão realizadas no País nos favorecem.

    Diante do esgotamento de um modelo que, em vez de gerar crescimento, produziu estagnação e atraso para nosso Esporte, vencemos a Eleição de forma honesta e incontestável, a Paixão de todos nós nos fez chegar até aqui. Eu nunca duvidei que esse dia chegaria.

    Agora nesta nossa nova empreitada de 4 anos devemos transformar nossa Paixão pelo handebol em Profissionalismo. Aqui no comando da Federação Paulista de Handebol, devemos encarar todas as ações, independente do grau de importância, com Profissionalismo, devemos realmente Profissionalizar o Handebol de São Paulo.

    Devemos transformar a Federação Paulista, seus Campeonatos e Eventos em grandes produtos e isso no meu ver só iremos conseguir encarando tudo e todos com Profissionalismo, devemos fazer com que esta Instituição se transforme em um grande negócio e que nos próximos 4 anos possamos correr atrás dos 20 anos que se passaram colocando o Handebol de São Paulo no lugar que ele merece.

    Cada um de nós aqui, sabe que o que fizemos até hoje não foi pouco, mas sabe também que podemos fazer muito mais.

    Viva o Handebol!
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    As esperanças do Brasil para o Pan estão depositadas nas mãos de Bruno Souza

  • terça-feira, 1 de março de 2011
  • por
  • Kiko Andrade
  • Maik, Marcão, Rick, Borges, Alemão, Gil, Tupan, David, Japa, Jaqson, Tuiuiu, Thiagus Bruno Souza, Zeba, Júlio, Zepam, Léo, Bruno Santana, Teixeira, Vini, Tchê, Ales. Esses são os 22 escolhidos para a seleção brasileira permanente de handebol. Dentre esses 22, 14 irão representar o Brasil nos Jogos Pan-Americanos em Guadalajara, no México, e em um estão depositadas as maiores expectativas: Bruno Souza.

    Bruno Souza nas Olimpíadas de Pequim 2008

    De volta à seleção desde 2008 quando disputou as Olimpíadas de Pequim, Bruno é a esperança que eu tenho para o Brasil tentar ganhar da Argentina e, assim, conseguir a vaga para os Jogos de Londres. Quando a coisa apertou, ele reapareceu! Bruno Souza carregou por duas olimpíadas o peso de ser o melhor e mais famoso jogador de handebol do Brasil e, infelizmente, por duas olimpíadas ele não conseguiu repetir na seleção as ótimas performances que ele sempre tinha nos seus clubes na Alemanha.

    O afastamento da seleção era necessário e aconteceu...

    Bruno está fora da seleção brasileira desde 2008

    Hoje, ele está de volta e já chega com uma árdua missão: usar todo o seu talento para repetir exibições como o jogo contra a Alemanha no Mundial do Egito em 1999 ou nas finais dos Jogos de Santo Domingo e do Rio de Janeiro onde Bruno foi peça determinante para a vitória brasileira.

    Não desmereço os outros jogadores, todos estão lá, pois merecem e tem talento para isso. São ótimos atletas, mas quando Bruno está bem fisicamente, motivado e com a cabeça boa, ele é disparado, o melhor jogador de handebol do Brasil.

    Depois de mais de 10 anos atuando fora, Bruno pode jogar essa temporada no Brasil

    A todos os 22, boa sorte, vocês têm uma missão muito ingrata que é vencer a Argentina que está na melhor fase da sua história. Torço para isso, a Argentina é franca favorita, mas temos uma chance que, com certeza, passa pelas mãos de Bruno Souza.
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    Adidas Stabil e Spezial: com certeza você já teve um

  • segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
  • por
  • Kiko Andrade
  • Infelizmente esse não é um post patrocinado. Não será dessa vez que a Adidas vai me pagar para escrever um Publieditorial sobre os seus produtos. Para mim seria muito fácil, eu sou um verdadeiro fã dos tênis, roupas e acessórios da Adidas. Quem joga ou já jogou handebol e nunca teve um Adidas Spezial ou um Stabil? Confira nesse post, adaptado deste blog, cada exemplar da linha Spezial, Stabil e Curt Stabil. Você já teve ou conhece todos eles?

    • Adidas Spezial (Onde toda a história começou!)


     


    • Adidas Stabil I

    • Adidas Stabil II (Masculino)
    • Adidas Stabil II (Feminino)

    • Adidas Stabil III


    • Adidas Stabil IV


    • Adidas Stabil V


    • Adidas Stabil V Shoes



    • Adidas Stabil V Fire

    • Adidas Stabil VI

    • Adidas Stabil VII















    • Adidas Stabil VII Royal



    • Adidas Stabil Court (Feminino)
    •  Adidas Stabil Court (Masculino)
     
     
    •  Adidas Stabil Carbon
    •  Adidas Stabil 10th (Comemoração pelos 10 anos da linha Stabil)

    •  Adidas Stabil Adicore
    •  Adidas Stabil S

    E então, amigos, quantos desses você já teve? Qual o que vocês acharam melhor? E o pior? E qual que vocês tinham um carinho especial?
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    Resumo do que foi discutido de importante no primeiro dia da Assembléia da CBHb: Nada!

  • sábado, 26 de fevereiro de 2011
  • por
  • Kiko Andrade
  • Lendo o Press Release distribuído pela agência de Marketing da CBHb e conversando com algumas pessoas que estão no evento, eu fiquei impressionado. Mesmo com toda a cartolagem reunida, nada de importante e determinante para o handebol brasileiro foi discutido no primeiro dia da Assembléia Geral Ordinária da Confederação Brasileira de Handebol.

    Assembléia Geral da CBHb. Jorge Henrique (Photo&Grafia)

    Muito blá blá blá sobre o mundial aqui no Brasil, mas sem a apresentação de nenhum dado novo e concreto. Discussões vazias sobre a Liga Nacional e uma palestra, definida como muito chata por um dos presentes no evento, sobre Legislação Desportiva. Eh, eles começaram muito bem...
    Sobre o que foi liberado para a imprensa, eu separei alguns pontos interessantes:

    O presidente da CBHb, Manoel Luiz Oliveira, ressaltou o valor da realização do Mundial Feminino no país. “É muito importante para o nosso handebol que tenhamos um evento dessa grandeza no Brasil. Estamos nos empenhando muito em vários sentidos para que essa realização seja a melhor possível”.

    “Vamos trabalhar muito para representar bem o esporte brasileiro. Temos que pensar que um evento como esse é tão importante como uma Copa do Mundo de futebol ou Jogos Olímpicos. Só assim vamos conseguir fazer um bom campeonato”, disse Adalir Pecos Borsatti, presidente Fundação Catarinense de Esporte, falando sobre o mundial em Dezembro.

    Manoel Luiz Oliveira apresentou ainda relatórios financeiros referentes ao ano de 2010 e projetos que visam a melhoria da Liga Nacional, principalmente no que diz respeito a adequações de calendários, para que seja possível uma melhor adaptação entre competições disputadas pelos clubes brasileiros e Seleções.

    Sem muitas delongas, vamos realmente ao que interessa?
    1. Quem pagou as 80 passagens e quanto foi o custo total do evento?
    2. Sobre o mundial, quando serão apresentados o planejamento estratégico do evento, o site oficial, as cidades sedes e o local da abertura e do encerramento, além dos locais de treino para as 24 seleções que vão participar do mundial?
    3. Sobre o mundial, quanto vai custar o evento?
    4. Ainda sobre o mundial, já que as entradas não vão ser cobradas, quem vai pagar a conta? Serão os patrocinadores ou serão somente verbas públicas?
    5. Sobre os relatórios financeiros da CBHb, onde eles são disponibilizados para eu dar uma olhadinha neles? Sobre os estatutos da CBHb quando que será instituída uma cláusula que impede reeleição até o final da vida?
    6. Sobre a Liga Nacional, por que aos invés dos senhores discutirem calendário, não discutem coisas mais importantes como, por exemplo, a expansão da liga para o Centro-Oeste, Norte e Nordeste? 
    Se é para gastar o dinheiro que poderia ajudar o handebol de muitas formas que façam o trabalho bem feito e não usem a assembléia apenas para encontro anual de amigos e turismo
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