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Seleção brasileira de handebol fracassa no mundial na Suécia

Publicado
  • quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
  • por
  • Kiko Andrade
  • É com muita tristeza que eu escrevo esse post. Novamente a seleção brasileira de handebol tem um desempenho pífio em uma competição internacional. Desta vez foi no 22° Campeonato Mundial Masculino da modalidade que está sendo disputado na Suécia. Lembro que quando eu ainda jogava em Petrolina – PE, o Brasil ganhou o título de país em que o handebol mais se desenvolvia.




    Desde então eu ouço a mesma história e a evolução parece que nunca sai do campo das palavras. Outra frase feita em relação ao handebol brasileiro é a de que devemos jogar as competições internacionais para pegar experiência e tentar jogar de igual para igual com os times europeus. Me desculpem, mas isso tudo é somente falácia.


    O melhor resultado brasileiro em uma competição internacional, com o time masculino, foi o 16° lugar em 1999 no campeonato mundial do Egito. Não adianta falar do 11° lugar nas olimpíadas; só participavam 12 equipes. Com a equipe feminina, o melhor resultado foi um 7° lugar no mundial da Rússia em 2005. Motivos para comemorar? Não! Foi apenas um espasmo! Nos dois mundiais seguintes o Brasil ficou em 14° na França 2007 e 15° na China 2009.

    Alguma coisa está errada, aliás, muitas coisas estão erradas!

    Fala-se muito em intercâmbio, em jogadores brasileiros na Europa, num maior número de jogos internacionais, mas na verdade o problema está aqui, dentro de casa. Não temos uma confederação atuante, profissional e verdadeiramente engajada em desenvolver o handebol brasileiro. O presidente da confederação está no cargo há quase vinte anos e, por unanimidade, foi convocado pelos presidentes das federações estaduais a permanecer no cargo até as Olimpíadas Rio 2016. Sim, isso mesmo, mais de vinte anos!

    Mas espera, não há, no Brasil, uma voz dissonante? Será que todos estão tão satisfeitos assim? Será que uma seleção pode ter representatividade com uma liga nacional de, no máximo, 6 ou 7 equipes? Onde está o trabalho de base, sendo que o Brasil sempre perde para a Argentina nas categorias inferiores? Até mesmo a equipe feminina perdeu recentemente para a Argentina.


    Bom, sobre a Argentina, basta dizer que a seleção dos hermanos somente ganhou da Suécia, anfitriã do mundial desde ano!

    5 Comentários:

    Caiao Euprasio

    A Situação ta critica, sinal já passou do Amarelo, Ta no Vermelho a muito tempo, esse ano tem Jogos Panamericanos e só o primeiro colocado classifica. Será que vamos ganhar da Argentina? acho muito dificil, cansei de ver a seleção no "quase" e essa confederaçao que nunca muda o presidente. Handebol no Brasil está acabando, muitos clubes estão fechando as portas e nada muda.

    Kiko Andrade

    Infelizmente a desculpa de ir para as competições para buscar experiência não cola mais! As mudanças precisam ser mais profundas e não apenas paliativas. Não podemos mais nos conformar em perdermos de 10 ou 5 gols e dizer que tá tudo bem e que ganhamos experiência...

    Anônimo

    Frederico Duarte

    Excelente texto meu caro armador direito...
    Quando a CBHb passar a tratar nossos atletas como profissionais ai sim, teremos uma equipe forte e competitiva, pois em todas as competições a seleção demonstra baixo nível de aproveitamento em fundamentos básicos, chegando a ganhar o título de equipe a perder finalizações em contra-ataque.
    Tenho um sonho de assistir à uma Olimpíada, acho que a próxima irei, pena que não acredito ver a minha seleção em quadra.
    Abração

    Kiko Andrade

    Obrigado, Fred pela sua visita! Tê-lo em meu pequeno espaço é um prazer enorme para mim! Sabemos das dificuldades de se praticar o nosso querido esporte no Brasil, mas temos a nossa vontade e garra sempre são maiores! Grande abraço!

    Vinícius Macieira

    Primeiro gostaria de saber se Kiko Andrade e Chico meia direita q jogou pelo Dom Bosco de Petrolina são a mesma pessoa!
    Segundo fica dificil falar em profissionalismo quando poucos investimentos são feitos, e por sua vez não há investimentos com qualidade baixa, e a qualidade é baixa pq existe o comodismo e, economia financeira em detrimento da qualidade técnica
    Guardando as devidas proporções vou dar o exemplo do handebol pernambucano; as equipes de Recife não queriam jogar em Petrolina por conta do custo, igual ao comportamento do eixo sul/suldeste q não querem jogar em Recife. Solução dada em 2011 teremos 5 equipes do sertão que serão determinados os 2 classificados de cada categoria/sexo e se confrontarão em rodizio com os 2 da região metropolitana no final de cada turno
    Como presidente participei de todas as assembléias e nas últimas quatro, solicitei a participação do nosso representante Português/AESO na Liga Nacional ,inclusive com uma proposta de Liga Norte/Nordeste, Liga Centro Oeste, Liga Sul e Liga Sudeste, daí sairiam os 2 melhores classificados e em duas etapas uma no sudeste e outra no nordeste q apontariam os campeões da Liga Nacional, mas, os donos da Liga Nacional se recusaram.
    Quero lembrar a todos q o handebol pernambucano tornou-se na força q é hoje, depois do programa de interiorização pois existem equipes muito fortes no interior e na capital como também equipes fracas o resultado foi o q todos conhecem
    Fica aqui uma indagação será q com um constante intercâmbio entre as regiões através de uma verdadeira Liga Nacional o handebol não cresceria!

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