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Gesta de Melo, largue o atletismo brasileiro de vez. Bata os pés ao sair e não deixe nada para trás.

Publicado
  • domingo, 13 de fevereiro de 2011
  • por
  • Kiko Andrade
  • Gesta de Melo é presidente da Confederação Brasileira de Atletismo, entidade particular, mas que nos últimos 10 anos torrou R$ 150 milhões do dinheiro público atráves do patrocínio da Caixa. Ele quer deixar a CBAt antes do fim do seu mandato, mas não quer sair sem deixar a sua marca: não passar a presidência para o vice e sim para um dos seus capangas. Quer romper a barreira da democracia. Entretanto, como ser democrata estando há mais de 20 anos no comando de uma instituição? Esse jogo podre e sujo foi denunciado pelo jornalista José Cruz no seu Blog. O Mil Por Cento reproduz o post e o original pode ser lido aqui.

    Em plena democracia, Gesta de Melo quer dar golpe no atletismo

    O presidente da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), Roberto Gesta de Melo, prepara-se para deixar o poder um ano antes de encerrar o seu mandato e duas décadas depois de sucessivas e fracassadas gestões .

    Porém, em pleno regime democrático das instituições da República, entre elas as esportivas, o poderoso cartola amazonense quer aplicar um asqueroso golpe em seus pares: em vez passar o poder para o vice-presidente, o ex-saltador Nelson Prudêncio, o espertalhão Gesta de Melo quer impor um sucessor para cumprir o mandato de um ano que lhe falta.

    Roberto Gesta de Melo

    A escolha já estaria feita e o mandato tampão seria de José Antônio Martins Fernandes, presidente da Federação de Atletismo do Estado de São Paulo. Escrevi ao “Toninho”, como é conhecido, para que ele se manifeste sobre esta informação que recebi. Em manifestação pública, Gesta alegou que “Nelson não tem o perfil para o cargo” e, por isso, quer fazer uma “transição pacífica, já que não tem oposição na assembléia”. Entenda-se por “transição pacífica” a eliminação de eleição.

    Porém, algumas federações se apresentaram como oposição ao golpista de ocasião. Estou identificado quem são essas entidades a fim de ver se, no conjunto, terão força para frear o anseio ditatorial de Gesta de Melo.

    Motivo

    Gesta, que carinhosamente se refere a mim como “jornalistinha de Brasília”, não revela oficialmente os motivos de sua decisão de deixar a presidência da Confederação de Atletismo. Mas é fácil concluir que o cartola quer fugir de futuras acusações de irresponsável, diante de um possível fracasso da equipe de atletismo olímpica, nos Jogos de Londres, 2012.

    Se isso ocorrer, como está se desenhando, retrataria um péssimo perfil desse esporte nobre, no país que receberá os Jogos de 2016. Assim, fora do poder, Gesta pretende escapar das críticas e de responder por tanta irresponsabilidade ao longo de duas décadas de gestão.

    Dinheiro

    Nesse tempo, não faltou muito dinheiro público para turbinar as finanças da Confederação de Atletismo. Levantamento preliminar que realizei, mostram que nos últimos 10 anos Gesta de Melo recebeu em torno de R$ 150 milhões dos cofres públicos – patrocínio da Caixa Econômica Federal e Lei Agnelo Piva.

    Porém, no mesmo período o atletismo, com poder encastelado na distante Manaus, não construiu um só centro de treinamento, nem por convênio. Pior: nossos atletas conquistaram apenas três medalhas olímpicas: prata no revezamento 4x100m nos Jogos de Sydney; bronze com o maratonista Vanderlei Cordeiro de Lima, em Atenas, 2004, e ouro com Maurren Maggi, no salto em distância, nos Jogos de Pequim.

    Poder

    Fracassado na gestão esportiva, Gesta se apressa em largar o poder, mas não o comando da entidade.Afinal, na CBAt trabalham familiares seus – mulher e filhos, inclusive –, me informaram pessoas próximas ao cartola, num legítimo caso de nepotismo esportivo – modalidade não olímpica...

    Com certeza a saída de Gesta do comando do atletismo é uma excelente notícia para o esporte nacional, como um todo. Mas não da forma como ele deseja, através da ilegalidade e fugindo dos princípios e normas democráticas, justamente para não responder pelos fracassos de sua gestão.

    Assim, não, fujão!

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