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Sugira soluções para o handebol brasileiro e faça o trabalho de quem não fez

Publicado
  • segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
  • por
  • Kiko Andrade
  • Sinceramente, eu fiquei impressionado com a repercussão do post sobre a atual conjuntura da confederação brasileira e do handebol brasileiro. Recebi centenas de visitas, alguns comentários, emails, mensagens de apoio no twitter e até algumas visitas ilustres como a do Advogado, ex-membro do COB e membro da Corte Arbitral do Esporte, Alberto Murray Neto.
     Este blog não é só sobre handebol! Eu aproveitei que o mundial estava acontecendo para escrever sobre o esporte que eu mais gosto e assim pegar prática e ritmo na escrita de posts diários.

    O objetivo do MIL POR CENTO é escrever sobre vários esportes olímpicos e sobre os acontecimentos bons ou ruins do mundo esportivo com um olhar crítico, contestador e com uma pitadinha de humor...
    Em um comentário, um leitor disse que eu tenho culpa, pois eu só apresentei os problemas sem sugerir soluções. Eu pensei, pensei e pensei e percebi que ele estava correto! Mas aí eu já fiquei com raiva novamente! Poxa, o cara tá lá, há SETE mandatos, tem o poder de controlar as verbas da confederação, tem todas as federações ao seu lado (pq foram elas que "pediram" para ele continuar) e eu, daqui da Irlanda, tenho que mandar soluções pra consertar o handebol no Brasil?

    Esportes olímpicos

    Aí eu pensei de novo e resolvi fazer melhor! Eu vou abrir o espaço para o debate! Pessoal, usem a área de comentários para sugerir mudanças para o handebol brasileiro. Quais ações, quais projetos, quais modelos de negócios seriam interessantes para dar um UP no handebol brasileiro? Usem a área de comentários e dêem a sua opinião, sempre com muito respeito e com boa vontade de respeitar a opinião do próximo e de ter a sua opinião respeitada!

    Ah, e outra coisa, se a CBHb quiser se manifestar, será bem vinda! O espaço é aberto e democrático. Seria ótimo ouvir o outro lado da história também. Principalmente sobre o patrocínio da Petrobras e quem será o próximo patrocinador do handebol, sobre a Liga Nacional com menos de 8 times, sobre 5 técnicos em 8 anos, sobre os SETE mandatos, sobre as seguidas derrotas para  a Argentina, sobre o diminuto número de jogadores brasileiros na Europa, sobre a diminuição do número de praticantes de handebol nas escolas...

    Vamos lá, quem começa?

    8 Comentários:

    Philipe Guedes Matos

    Ola Kiko, realmente o seu post anterior foi muito relevante, como sugestão penso que é preciso reformular de um modo geral, mas um aspecto que posso sugerir é como acontece nas pricipais potências do Handebol, os treinadores tem uma ideia basica comum, pois suas federações realizam cursos regulares para treinadores, assim como no Brasil existe o curso para arbitros, poderiamos realizar cursos para treinadores, desdo o iniciante ao avançado, pelo menos assim poderiamos ter equipes com um bom nível técnico e tático, que acabaria gerando um crescimento, pois nossas melhores equipes não tem com quem competir, esua evolução fica prejudicada, claro que somente o conhecimento dos treinadore não seria o bastante, mas é algo simples e que pode e deve ser feito.

    Lucas S.

    Sou professor de Educação Física, ex praticante de handebol, em nível estadual, e hoje sou treinador da modalidade em nível escolar. Resido e trabalho em Belo Horizonte, uma das capitais mais importantes do país, e me formei na UFMG.

    Sou simplesmente apaixonado pela modalidade, esta é a minha paixão, e tenho muito prazer em estudar e aprender mais e mais...

    Porque exaltei onde trabalho e onde me formei? Pq acredito estar em um "centro do handebol", ou pelo menos uma cidade que possui todas as condições de ser um centro de handebol.

    No entanto, a situação é muito diferente, e apesar de termos um número absurdo de praticantes na região, não temos o incentivo devido, e muito menos profissionais qualificados.

    Como o post é para que se sugiram maneiras de melhorar o nosso handebol, tenho que concordar com o colega acima, pois acredito que A CAPACITAÇÃO DOS PROFISSIONAIS DA MODALIDADE É FUNDAMENTAL.

    Tive a chance de estagiar em várias federações esportivas há alguns anos, e para meu espanto, dentre as 4 maiores federações de quadra (futsal, handebol, voleibol e basquetebol) APENAS A FEDERAÇÃO DE HANDEBOL NÃO OFERECE CURSOS DE CAPACITAÇÃO DE TREINADORES/PROFESSORES. Não estou falando de curso regular, mas simplesmente que não existe qualquer iniciativa neste sentido, e consequentemente há muitos profissionais que deixam a desejar em suas práticas, comprometendo assim futuras promessas do handebol brasileiro.

    A sugestão principal, ao meu ver, seria portanto, a formulação de programas regulares de capacitação de professores/treinadores em vários polos pelo Brasil. Acreditando no potencial destas pessoas, daríamos um grande passo pelo handebol.

    Obviamente esta iniciativa tem que ser precedida de apoio nas categorias de base, com a formatação de competições nas diversas categorias menores, a partir do mirim.

    Como disse, são iniciativas que não requerem tanto investimento, ou mesmo, requerem apenas um redirecionamento de verbas, de projetos que infelizmente não fizeram tanto sucesso, como por exemplo o mini-hand da Petrobras, que pecou muito pela falta de capacitação dos profissionais atuantes (ao menos nos núcleos em que pude visitar).

    Enfim, espero ter contribuído, e mostrado meu ponto de vista, que preza pela capacitação dos profissionais antes de tudo. Talvez se acreditássemos nas pessoas, e investíssemos no seu potencial, poderíamos colher frutos num futuro próximo... Mas enquanto o conhecimento estiver nas mãos de apenas alguns, continuaremos com um handebol de nível inferior.

    Rodrigo Zaguetto

    Ola amantes do Handebol! Acredito que agora chegou o momento de união e de todos se mobilizarem para que o handebol consiga ter a evolução e o reconhecimento esperados por todos. Igualmente a todos que escrevem aqui, sou mais um amante ainda apaixonado do handebol, com certeza meu maior sonho é o de vocês também (que o handebol cresça, evolua, ganhe visibilidade e espaço nacional e internacional, lote ginásios, etc...). Fiquei sabendo de muitas e muitas histórias bem interessantes sobre o handebol, pessoas que realmente contribuem muito pelo handebol brasileiro, algumas com atitudes modestas outras mais ousadas, mas todas muito importantes. Vi muitos ainda desistirem no meio do caminho, coisa que peço a Deus que nunca deixe isso acontecer comigo. Gostei das sugestões dos nossos amigos e acredito ainda que deva ter muitas outras idéias para que o handebol evolua e muito, e acho que o começo é esse mesmo, levantar os problemas, propor soluções e fazer que isso ocorra. Pois acredito que o problema é de todos nós e ninguém melhor, para solucioná-lo, do que nós mesmos. Por isso minha sugestão é a mesma coisa que estamos fazendo aqui, mas em âmbito nacional, acredito que deveriam(os) organizar uma Conferencia Nacional de Handebol(nos moldes da ultima Conferencia Nacional do Esporte), onde pudéssemos levantar problemas(locais, regionais, estaduais), assim como soluções e levá-las até o nosso querido amigo dos 7...Lembrando o que nosso amigo disse e que nos chamou a atenção para isso, “criticar é fácil, mas e as soluções...”. Quando parei para pensar nisso, pude imaginar que talvez o problema seja muito maior ou muito menor do que imaginamos. Acredito que o primeiro passo deve ser esse, nos unir e nos organizar para conseguir grandes transformações no handebol brasileiro e assim melhorar a nossa realidade.

    Kiko Andrade

    Realmente a falta de capacitação dos técnicos e de uma padronização dos trabalhos dificulta muito o desenvolvimento do atleta desde a base até as categorias maiores. Concordo com vocês, Lucas e Philipe.

    E sim, Birigui, precisamos de atitudes mais concretas. Essa sua idéia da Conferência Nacional do Handebol é um bom exemplo. Vamos levar essa idéia pra frente, pelo menos de forma regional e depois com o passar do tempo o evento não ganha porte nacional, não é mesmo?

    Abraços e obrigado pelos comentários!

    Anônimo

    Basta pegar o exemplo do voleibol no Brasil, esporte que não era valorizado nos anos 80, e a partir daí começou a receber incentivos e hoje somos a maior potência nele. Concordo com as ideias do Rodrigo e deveríamos ir além..como é possível que a sede da CBHb seja em Sergipe(se não me engano), sendo que o handebol de alto nível está concentrado nas regiões sul e sudeste?? Desse modo, tonrna-se impossível haver uma fiscalização maior sobre as ações da confederação e uma noção dos reais problemas do handebol ao longo do país. É muito fácil ficar isolado lá.

    Kiko Andrade

    Essa minha resposta vale para os dois comentários. Acho que mesmo a sede sendo em Aracaju ou em Porto Alegre, não faria tanta diferença desde que fosse tocada por alguém competente e, realmente, com o desejo de mudar o handebol brasileiro e não apenas se perpetuar no poder.

    Tulio

    Senhor Anônimo, já é duro uma pessoa se dirigir a outra sem saber quem é, mas mesmo assim lá vai. Senhor desconhecido vc conhece muito pouco de handebol, e se ilude com noticias da Liga, pra dizer q o handebol de alto nivel esta concentrado na região da liga, vem a Pernambuco, Paraiba e Ceará; e te digo q tem equipes melhor do q boa parte das q participam só pq são do Sul/Sudeste. E o q tem haver ser a CBHb em Sergipe, segundo me consta Faz parte do territorio nacional, agora se vc estar olhando pelo lado de ser no nordeste com a administração voltada par o sul/sudeste, então concodo com vc, pois, a coisa funciona assim: o nordeste e norte elegem e sul/sudeste recebem os beneficios e assim todos participam

    Deixe a sua opinião e contribua para o alto nível do debate!

     
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